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domingo, 2 de março de 2014

#Resenha: Garotas de Vidro

Título original: Wintergirls
De quem? Laurie Halse Anderson
Publicado no Brasil: 2012
Skoob: Adicionar

Sobre o que?

Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer. O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus próprios corpos. Ao negar seu problema, Lia impõe a si mesma um regime cruel em que contar calorias não é o bastante. Ao omitir seu desespero, apela ao autoflagelo numa tentativa premeditada de aliviar seus tormentos. Seus pais e sua madrasta tentam ajudá-la a qualquer custo, mas nem mesmo sua doce irmã, Emma, consegue fazer com que Lia pare de se destruir. Agora, Lia precisa encontrar um modo de lidar com todos os seus fantasmas, e a morte de Cassie é um deles. Garotas de Vidro é uma história intoxicante sobre a autorrepugnância e a busca pela identidade. Neste livro, Laure Halse anderson aborda de modo realista a dolorosa condição de jovens que sofrem de transtornos alimentares e sua complicada relação com o espelho e consigo mesmos. 



E aí, gostou?

Eu não sei bem o que falar desse livro. Eu esperei mais dele e estou completamente dividida ao escrever essa resenha.
Desde que assisti o filme O Silêncio de Melinda, adaptação do livro Speak, também da Laurie, eu fiquei morrendo de ansiedade pra colocar as minhas mãos em um dos livros dela. Finalmente consegui na semana passada, e bem, foi desapontador. 
A estória é muito palpável e a narrativa em 1ª pessoa te faz penetrar na mente da personagem de uma forma um tanto quanto admirável. É algo tão real que chega a ser atormentador. A escrita da autora foi um ponto positivo não só nisso, mas de forma surpreendente também em sua estrutura, já que a autora utiliza de figuras como metáforas muito bem colocadas e também anáforas e páginas em branco. É tudo um tanto quanto poético.
Por outro lado, apesar de bem utilizadas, em algumas horas a autora exagera nas metáforas e a leitura é um tanto quanto monótona em partes. 
Uma outra decepção foi que eu esperava aprender mais sobre esses distúrbios e acabei não vendo nada mais do que já sabia. Os personagens não foram tão bem desenvolvidos e não construíram nenhuma ligação comigo.

Importante: mantenha em mente que leitura de livros com esse tema pode vir a ser uma espécie de gatilho pra você que sofre de um dos distúrbios abordados.


Similares:
  • Fale!, Laurie Halse Anderson
  • A Solidão dos Números Primos, Paolo Giordano

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

#Resenha: Jogador nº 1

Sou uma leitora lenta e estou em débito de resenhas (não só por ler devagar, mas por não ter interesse em resenhar todos os livros que leio). Dando uma olhada nos arquivos do meu antigo computador, achei algumas resenhas do ano passado que escrevi quando pensei pela primeira vez em criar o blog, projeto que como sabem, levou um ano pra sair do papel. Então eis aqui a resenha de um dos meus livros preferidos.


Título original: Ready Player One

De quem? Ernest Clien
Publicado no Brasil: 2012
Skoob: Adicionar

Sobre o que?

Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade.
Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna.
Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.


E aí, gostou?

Não é novidade que esse livro esteja ganhando não só os geeks mundo afora, mas também as pessoas que não são muito ligadas em games. Bom, eu sou uma prova disso. Sou completamente alheia ao assunto e a-m-e-i o livro! Você não precisa ser um amante da ficção científica pra se deliciar com essa maravilha, se está atrás de uma boa história, pronto! Leia.
Li online o primeiro capítulo do livro e gostei de cara, mas não tinha a intenção de ler tão cedo, até ele ser o escolhido do mês pro The Cray Club. Acabei nem participando da discussão. L
Super bem escrito, a história é consistente, bem desenvolvida e te envolve fazendo você voar pelo livro. O livro é cheio de referencias a músicas, filmes, séries, desenhos e jogos dos anos 80 - o que poderia ter me entediado, mas na verdade me deixou curiosa e me fez pesquisar um pouco sobre no meu tempo livre. A história aborda de uma forma interessante a famosa política do pão e circo em um mundo decadente e me fez concluir que não estamos muito longe da realidade do livro.
Desejei poder jogar do começo ao fim do livro e fiquei feliz por saber que já estar confirmado o filme pela Warner. Outra coisa que gostei foi o livro não ter sequência, o que tem sido um pouco raro ultimamente. A única razão por não classificar o livro como um 5/5 foi a minha falta de informação sobre a cultura pop dos anos 80 e os jogos mesmo.

Em uma playlist:


Até mais!
Tchau.

Nota: A parceira Carol Ribeiro abriu uma nova "categoria" no blog dela. Confiram.

sábado, 18 de janeiro de 2014

#Resenha: Perdão, Leonard Peacock

Título original: Forgive Me, Leonard Peacock
Publicado no Brasil: 2013
De quem? Mathew Quick
Editora: Intrísseca
Skoob: Adicionar

Sobre o que é?

Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia que ele saiu de casa om uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas ante ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt,o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristão de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para; até o fim do Leoard estará morto. 

E aí, gostou?

Absolutamente! O livro me emocionou, tocou, cativou. Pequenos detalhes me fizeram toda a diferença, como por exemplo as notas de rodapé que são formadas por pensamentos aleatórios do personagem Leonard sobre nada e ao mesmo tempo sobre tudo! As notas te levam cada vez mais próximas à ele. Outras coisas que gostei foram as citações aos filmes do Bogart. Não familiarizada com eles,mas foi algo que me fez sentir intima do personagem.
No decorrer da narração,você chega a entender aos poucos o que levou Leonard ao estado mental atual, a falta de amigos, a ausência dos pais, os abusos... Leonard é um personagem altamente palpável, real, e incrivelmente inteligente que mesmo na beira do abismo e decidido a tirar a própria vida, deseja desesperadamente ser salvo, compreendido.
Acho que a leitura se tornou um tanto quanto pessoal pois me levou a entender melhor algo que duas pessoas muito próximas à mim passaram, o quanto isso as afetou. O livro não chega a ser muito crú sobre o assunto, mas é bem claro e me deixou pensativa e um tanto quanto emocionada.
E pra finalizar (desculpem, não dá pra falar pouco sobre algo que me tocou tanto) os personagens secundários também são bem carismáticos, como o professor Herr - e suas  instigantes aulas sobre o nazismo - e o velho Walt. Não tem como não gostar deles.

Você vai gostar caso:
  • goste de personagens desajustados;
  • goste de livros juvenis contemporâneos (YA).
Similares:

Os Treze Porquês, do Jay Asher; It's Kind of a Funny Storie, do Ned Vizzini (sem tradução) e As Vantagens de Ser Invisível, do Stephen Chbosky.


Em uma carta:

POSSÍVEL SPOILER (ou não)

Carta do Futuro de Matthew Quick

Querido Matthew Quick de 17 anos,
Sou você (eu?) no futuro – aos 39 anos. É, 39! Só me permitiram escrever dois parágrafos então não posso explicar como esta carta do futuro é possível – droga, já gastei parte de um dos parágrafos com essa explicação. Você vai ficar bem. Vai deixar a infância para trás, virar um adulto, e no fim tudo vai dar certo. Você ainda fica deprimido às vezes e fica sozinho com alguma frequência. A maioria das pessoas não compreende essa sua necessidade de solidão e certas vezes seus sentimentos intensos provocam mal-entendidos, mas também criam arte. Você vai usar essas tempestades emocionais para escrever os livros que hoje publica. É, é isso mesmo. PUBLICA! No mundo inteiro. Você é um best-seller no New York Times e em listas internacionais. Hollywood adaptou seu primeiro romance em um filme vencedor do Oscar. É sério. Continue escrevendo! Continue se esforçando! E não escute as pessoas que dizem ser impossível ganhar a vida escrevendo ficção – que você vem do lado errado da cidade, da família errada, que não é inteligente o suficiente, que frequentou a escola errada. É tudo bobagem. Você vai brilhar.
Hoje, as pessoas o chamam de Q. Garotas de 14 anos lhe darão esse apelido. (Você foi técnico de futebol de garotas do Ensino Médio por cinco anos.) Você odiará ser chamado de Q no início, mas vai acabar levando numa boa. Você vai se tornar Q. Quando estiver ensinando literatura no colégio, você descobrirá quem realmente é, encontrará a sua voz. Vai virar uma nova pessoa. Q. E terá a melhor companheira no mundo para ajudá-lo nesse período de transição. O nome dela é Alicia. Você a chama de Al. Vocês vão se conhecer na faculdade. Ela é a melhor coisa que já lhe aconteceu. Vocês vivem em Massachusetts com uma fêmea de terrier escocês chamada Desi. Desi sobe na cama toda manhã e adormece em seu peito. Você adora Desi. Você escreve ficção o dia inteiro. Você ama escrever ficção, mesmo que seja muito difícil e nunca fique fácil. Você vai se esforçar muito para se tornar escritor, mas terá muita sorte de obter essa vida que aos 17 anos não acredita realmente ser possível – mas é possível, acredite em mim. Nós a estamos vivendo.
Você ouve The Smiths o tempo todo agora, em 1991. Acha que o Morrissey é a única pessoa que o entende. Muitas vezes você vai até o riacho à noite e se senta sozinho no banco, observando o reflexo das luzes na água e sentindo-se vazio, solitário, confuso e talvez até um pouco condenado. Você fica preocupado, pensando que nunca ficará satisfeito, muito menos feliz, e remói esses sentimentos porque ainda não possui o vocabulário necessário para se expressar propriamente, e na sua vizinhança, sentimentos são tabu, especialmente para quem é homem. Você está escondendo sua melhor parte, porque o fizeram acreditar que isso não é viril. Aguente firme. Você vai se mudar dessa vizinhança. Conhecerá pessoas incríveis. Viajará para a África e até para a América do Sul! Vai se apaixonar loucamente por sua companheira de vida – a mulher que ficará sempre ao seu lado. E quando você finalmente escrever com honestidade sobre todas essas coisas revirando em seu peito, quando seus romances rodarem o planeta e outras pessoas reagirem a ele – muitas pessoas –, você saberá que não está sozinho, e que na verdade nunca esteve.
Não tenho mais parágrafos. Já lhe dei um a mais (agora dois) do que me foi permitido. Você vai ficar bem. Às vezes, será difícil. Nem todos amarão seu trabalho. Amigos vão chegar e partir. Existirão haters – pessoas que desejarão seu fracasso. Mas você faz trilhas diariamente com sua esposa pela floresta, muitas vezes até o topo de uma pequena montanha da região, o que acalma sua mente e o faz se sentir saudável. Será o suficiente. Será lindo. Não desista de ficar por aqui. Você não vai querer perder isso. Acredite em mim.

Q (Você no futuro)

(fonte: http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/)
(4/5 estrelas)

Até mais!
Tchau.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

#Resenha: This Song Will Save Your Life

(ainda sem tradução no Brasil)
De quem? Leila Sales


Sobre o que é?

Fazer amigos nunca foi o forte do Elise Dembowski. Ao longo de toda sua vida, ela tem sido o alvo de todas as piadas e a forasteira em todas as conversas. Quando uma última tentativa de popularidade falha, Elise quase desiste. Em seguida, ela se depara com uma casa de festas onde ela conhece Vicky, uma menina - de uma banda - que a aceita, Char, um bonito disc jockey ainda misterioso, Pippa, um espírito despreocupado da Inglaterra, e mais importante, um amor por DJing.

E aí, gostou?

Não entendi o porque do livro ter tantas resenhas o engrandecendo no Goodreads. Não foi uma leitura difícil, o livro tem uma narração tranquila, MAS... O livro é pretensioso e a personagem não é empática. Nas primeiras 50 página eu já estava a achando insuportável. Elise reclama o tempo inteiro, até aí tudo bem, mas ela julga. Ela julga muito todo mundo a volta dela. o tempo todo o que é estranho já que ela odeia ser julgada.  
Não dou a leitura como perdida e nem abandonei o livro porque de certa forma foi uma leitura bem pessoal. Consegui me achar em algumas características, mas como já disse, achei tudo meio presumido. A narrativa mostra como problemas que sozinhos parecem insignificantes podem tomar dimensões gigantescas quando acumulados tornando-se sufocantes.
Os personagens foram mal desenvolvidos e as histórias secundárias também. Não chega a ampliar a relação Elise-escola ou Elise-casa. É como se tudo que rola fora da boate pudesse ser retirado sem causar danos à trama. A estória podia ter sido muito melhor trabalhada.

Recomendo caso:
Não recomendo. Quer dizer, você pode ler caso goste de personagens problemáticos, YA etc. Afinal, sua opinião pode vira ser diferente, mas ficam aí os meus porém's.

Em uma playlist:

O livro tem cada capítulo iniciado por um trecho de música e no decorrer várias outras são citadas.


2.5/5 estrelas (meh)



O livro te interessou? Curtiu a playlist? Me diga nos comentários!

Até mais!
Tchau!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

#Resenha: Especial de Natal - Como o Grinch Roubou o Natal


Passei sexta-feira 13 sem post especial, mas Natal é Natal, né?!
Trago hoje um livro infantil que pra mim é pra qualquer idade e que eu assumo que todos conheçam, caso não, aqui vão as informações:


Título original: How the Grintch Stole Christmas 
Publicado no Brasil: 2000 De quem? Dr. Seuss Editora: Companhia das Letrinhas

Sobre o que é?
Este é o livro que deu origem ao filme com Jim Carrey. É a história do Grinch, uma criatura verde que tem o coração duas vezes menor que o das pessoas. Ele odeia o Natal da Quem-Lândia, e resolve pôr um fim na festa. Para sua surpresa, entretanto, seus planos não dão certo - o Natal acontece assim mesmo - e Grinch acaba descobrindo o verdadeiro significado dessa festa. 




E aí,gostou?

QUEM NÃO GOSTA DAS HISTÓRIAS DO DR. SEUSS?!! Eu conheço desde pequena, mas nunca tinha lido. Sabia sobre o que era, já assisti ao filme e à animação. Quem ainda não?  Se a resposta for "eu", corre e aproveite a data! É um livro infantil, mas a mensagem é pra todos. 
Dr. Seuss é um dos maiores autores e ilustradores norte-americanos e seus livros meio que tornaram-se clássicos. Entre eles estão O Gato de Cartola e Horton e o Mundo dos Quem. Suas criações são da década de 50, mas só chegaram ao brasil recentemente. Seus contos são repletos de neologismo e rimas,o que não é incomum levando em conta o público alvo.
Como Grinch Roubou o Natal é um livro curtinho e repleto de ilustrações, todas feitas à caneta acrescentados detalhes em vermelho- essas ilustrações eram bem comuns na época. Se eu for contar mais do que está na sinopse, vou acabar contando tudo. Em suma, o conto é uma pequena crítica à comercialização do Natal e Dr. Seuss vem pra dizer que o feriado não é sobre os enfeites e presentes, mas sobre com quem você passa e tudo mais sobre (clichê, mas whatever) espalhar o amor. 

(5/5)


 Feliz Natal pra todos!!
Até mais.
Tchau!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

#Resenha: O Chamado do Cuco

O Chamado do Cuco é o primeiro livro na série Cormoran Strike. E é com imenso orgulho que venho informar que após uma luta exaustiva - não por conta do conteúdo do livro, mas por dificuldades pessoais, que fique claro - consegui terminar. E aqui fica a resenha.

Título original: The Cuco's Calling
Publicado no Brasil: 2013
De quem? Robert Galbraith (pseudônimo da autora J.K Rowling)
Editora: Rocco

Sobre o que é?

Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido fisicamente e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

E aí, gostou?


Definitivamente. O livro tem uma narrativa muito bem desenvolvida, o que não é uma surpresa tratando-se da Rowling, certo?!  Os personagens também tem histórias muito bem escritas. Strike me convenceu como personagem, é alcançável, real. Robin, a secretária temporária, é um doce. Um pouco idealizada, talvez, mas nada que estrague a personagem. Ela me lembrou a Joan Watson, da série Elementary, com a diferença de que Robin não consegue disfarçar muito bem sua empolgação diante até mesmo da ideia de ser secretária de um detetive particular. Dos demais personagens, posso dizer que mais da metade me pareceu bastante antipático, mas nada surpreendente já que agiam de acordo com o que eu imaginava pra pessoas envolvidas com a fama. O desfecho foi um tanto quanto surpreendente. Todos os envolvidos parecem suspeitos em alguma parte da trama. Se você prestar bastante atenção aos pontos certos e conseguir fazer as conexões acaba descobrindo o assassino. Eu cheguei a desconfiar, mas não me mantive firme ao meu palpite. Não conseguia descobrir como tinha acontecido tudo, tinha apenas uns poucos fragmentos e quando confirmei fiquei completamente presa às últimas 60 páginas, mais ou menos, louca por todas as conexões que Strike apresentava. A única parte um pouquinho decepcionante foi a parte sombria e perigosa. Pela sinopse de final obscuro, acabei me iludindo e o perigo acabou vindo apenas no finalzinho.

Recomendo caso:
  • goste de Sherlock Holmes, drrrr;
  • não se incomode com vocabulário de baixo calão, afinal, o livro tem adultos como público alvo;
  • seja fã da J.K Galbraith. Não, Robert Rowling. Digo, J.K Rowling. Convenhamos, nesse caso é um must read, né?! 





terça-feira, 10 de dezembro de 2013

#Combo: Jogos Vorazes

Nota: o que é o #Combo, Jess? O #Combo consiste em uma resenha dupla ou tripla- livro + filme, livro + série ou livro + série + filme. 

Como quase nada sai como eu planejo, a primeira resenha do blog não vai ser de nenhum livro da meta desse mês. Por que? 1. Em Chamas estreou no mês passado e por conta de toda a correria de pré-vestibulanda só hoje vim ter a oportunidade e vontade pra assistir. Pensei em postar de cara um combo, mas não teria muita lógica começar do segundo livro da série, teria? 2. Muitos dos meus amigos não leram ainda por certo preconceito com a trilogia, então aqui vai um empurrãozinho.

O livro:


Título original: Hunger Games
Publicado no Brasil: 2011
De quem? Suzanne Collins
Editora: Rocco

Sobre o que é? 

Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge; Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

E aí, gostou?

Muito. Foi o meu primeiro livro do gênero e os "primeiros" a gente nunca esquece. Eu esperava algo bem focado no romance, algo que não fosse tão brutal como a sinopse sugeria. Para um livro dedicado ao público adolescente, é surpreendente, pois é bem mais complexo do que a maioria dos que estão no mercado.
O tema é intrigante e a narrativa muito bem elabora - o que faz com que a leitura flua facilmente. Os personagens são reais, com personalidades complexas, e isso é importante para que a trama seja convincente. Mas indo muito além disso, o que me fez gostar mesmo da estória foram as críticas que a autora colocou no livro sutilmente cobertas com um quê cinematográfico. Em meio a toda brutalidade - não gratuita -, Suzanne faz críticas à manipulação dos meios de comunicação, divisão de classe e revoltas contidas com massacres, assuntos bem presentes na nossa realidade e que coloca o romance da estória em segundo plano, e esse é o diferencial. O enredo pode parecer meio absurdo a principio, mas com o desenrolar você percebe que em um mundo onde grandes reality como Big Brothers recebem uma audiência absurda, seria algo possível.


O filme:

Com quem? Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Stanley Tucci e Lenny Kravitz.
Diretor: Garry Ross

E aí, gostou?

Criei tanta, mas tanta expectativa que quando assisti: *fuen fuen fuen fueeeen*. O filme não me convenceu. Mas isso foi algo bem pessoal, aquela sensação de "faltou alguma coisa aqui".
Passando pra algo mais crítico, o filme é fiel, inegável. O elenco, muito bem escolhido (com exeção ao Lenny Kravitz, né?! pfvr me decepcionou. o Cinna merecia uma atuação impecável) e bem encaixado. As alterações não mexeram com nada significante, a fotografia é linda e a trilha sonora boa.
As cenas essenciais estão presentes e você experimenta uma perspectiva diferente da do livro. O livro narra a trama em primeira pessoa, você tem a chance de conhecer a Katniss mais do que no filme. A atuação da querida JLaw a gente nem precisa discutir, mas o roteiro tirou uma parte significativa do entusiasmo que eu sinto pela Kat. Em contraponto, você tem a chance de ver o que se passa além, não fica preso na arena com ela o tempo todo.


Em suma,  recomendo os dois.

Até mais.
Tchau!